Tudo é muito improvisado, mas funciona lindamente.
Os jovens a participar e a trabalhar nas mesas de voto (as mulheres também, massivamente!) - organizando na vespera todos os documentos à luz de velas e dormindo abraçado com a urna para garantir, no dia seguinte, que todo mundo pudesse votar a partir das 7 da manha.
E teve gente que foi cedo, às 5 da manhã, para garantir o primeiro lugar da fila. foi mesmo uma coisa muito emocionante e uma participação muito civica dos guineenses.
E no fim da tarde, na abertura das urnas, enquanto cada mesa de voto realiza a contagem de votos, toda a gente vinha assistir e ouvir os resultados.
Aqui, não existe voto eletronico, como no Brasil. Cada eleitor, depois de votar, tem que sujar o dedo com uma tinta que so sai na semana seguinte, para comprovar que votou. E acho que é um sentimento até de orgulho, ter o dedinho sujo.
Os jornalistas daqui também, ultra guerreiros, trabalhando desde cedo até altas horas da noite, esperando as urnas voltarem para a Central da Comissão Nacional das Eleições.
Não houve nenhuma confusão, so um probleminha pequeno, em uma região não muito longe de Bissau, mas decidiram por bem marcar as eleições para o dia seguinte, so para que todos tivessem os seus direitos ao voto.
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E a sala de controle parece uma locação de um filme de ficção cientifica dos anos 60, com painéis cheios de botões coloridos. Quero gravar um filme lá. Se a Guiné Bissau alugasse alguns lugares como cenários de produções cinematograficas, talvez encontrasse uma boa fonte de renda... 

A praia de Varela é excelente para um filme em um lugar devastado por um tsunami. Ou então, aquelas historias românticas em que uma pessoa volta à casa da família que há muito tempo esteve abandonada, e ali redescobre um lugar mágico. 
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