01/04/2008

Home sweet home

A minha casa em Bissau é uma coisa fora do comum. Ha poucas como essa. Eu a chamo de Bissau Palace - o nome do hotel mais chique daqui. Nunca pensei em morar numa casa tão grande. Tem uma varandinha com alpendre e um quintal grande - que ainda usamos pouco.

Acredito que qualquer lugar onde a gente mora deve ser chamado de lar, nem que seja por alguns meses. Conheça agora em fotos a casa que eu chamo de lar atualmente:

Tem dois andares, mas nossa casa mesmo é so a de baixo. E esse maluco fazendo alongamento na varanda é o Douglas.
No alpendre, pensando na vida. E apreciando a vista para os muros. Confesso que uma coisa que não me agrada é estar fechada entre muros. Mas a gente se acostuma.


A minha cama chiquerrima com colcha marroquina. E um pouco vazia...
Nossa sala gigante. Quando estou sozinha em casa, ouço até o eco da minha respiração. E vejam que maravilha: ha sofas de verdade!! Uma mesinha de centro onde ponho os livros em baixo.

O meu guarda roupa - eu caibo dentro dele! Mulheres grandes precisam de espaço, como diz amiga minha.

Faltou a cozinha e a bendita torneira com o fiozinho d'agua... Fica para a proxima sessão de fotos.

Ontem descobri uma coisa que não me agrada de viver nessa casa, apesar dela ser maravilhosa. Como moramos vizinhos ao hospital, todos os dias e em todas as horas do dia, ha choros. Quando morre alguém, vem a familia, as mulheres e fazem uma encenação dantesca, choram e cantam pelo morto, como as carpideiras. é o começo daqueles rituais funerarios que duram uma semana. E em um hospital como esse, a gente não para de morrer. Então, sou embalada por esse sonzinho constante, de gente chorando, miando, cantando agudo. é um pouco escabroso. Mas da um ar 'humano' ao meu frio Bissau Palace.

Um comentário:

Helena Mader disse...

Adorei a casa! Até me vi tomando um chá naquele sofá azul....
Bises, belle!