Acredito que qualquer lugar onde a gente mora deve ser chamado de lar, nem que seja por alguns meses. Conheça agora em fotos a casa que eu chamo de lar atualmente:

No alpendre, pensando na vida. E apreciando a vista para os muros. Confesso que uma coisa que não me agrada é estar fechada entre muros. Mas a gente se acostuma.
A minha cama chiquerrima com colcha marroquina. E um pouco vazia...
Nossa sala gigante. Quando estou sozinha em casa, ouço até o eco da minha respiração. E vejam que maravilha: ha sofas de verdade!! Uma mesinha de centro onde ponho os livros em baixo.
O meu guarda roupa - eu caibo dentro dele! Mulheres grandes precisam de espaço, como diz amiga minha.
Faltou a cozinha e a bendita torneira com o fiozinho d'agua... Fica para a proxima sessão de fotos.
Ontem descobri uma coisa que não me agrada de viver nessa casa, apesar dela ser maravilhosa. Como moramos vizinhos ao hospital, todos os dias e em todas as horas do dia, ha choros. Quando morre alguém, vem a familia, as mulheres e fazem uma encenação dantesca, choram e cantam pelo morto, como as carpideiras. é o começo daqueles rituais funerarios que duram uma semana. E em um hospital como esse, a gente não para de morrer. Então, sou embalada por esse sonzinho constante, de gente chorando, miando, cantando agudo. é um pouco escabroso. Mas da um ar 'humano' ao meu frio Bissau Palace.
Um comentário:
Adorei a casa! Até me vi tomando um chá naquele sofá azul....
Bises, belle!
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