25/03/2008

Fotos: Varela

Vaquinhas na praia de Varela.
Giovana e seu bronze arruinado.
Enquanto isso, cansada de ser branca, eu me lambuzava de areia preta.
Parte da cidade de Varela. São casinhas pequenas, uma rua que vem e que vai, tabancas ao redor. Não ha asfalto. é uma cidadezinha tranquila à beira-mar. Para ir à praia, atravessa-se a cidade, e a casa das pessoas é aberta para a rua, vê-se o quintal das casas (como em quase toda a Guiné). Isso demonstra muita coisa da cultura local e da abertura e hospitalidade das pessoas. Todos cumprimentam com um bom dia e muitas vezes com um sorriso curioso. Apesar da dificil estrada que nos leva até Varela, a globalização não fica longe dali. Os comerciantes locais vendem toalhas da Hello Kitty, cangas do Bob Marley e camisetas falsificadas dos times de futebol europeu - made in China.

Detalhezinho da pousada onde ficamos, Chez Helene. No fim do mundo, ha um paraiso esquecido. No paraiso esquecido, ha uma casa que nos acolhe e nos alimenta. E lembrando que apesar de esquecido, ali é mesmo o paraiso.

A dona, Fatima, é guineense, casada com um italiano que cozinha maravilhosas delicias italianas - massa caseira e pizza no forno a lenha, com os temperos que crescem no jardim. A gente se sente tão em casa que quando acaba de comer, leva o prato até a cozinha. Em grande parte, fazem valer a pena o sacrificio de chegar até ali depois de tanta poeira e buraco na estrada.

Parte da tal estrada que nos leva até Varela e de volta até Bissau.

Um comentário:

Antonio Ribas disse...

Vaca na praia e a Flávia que foi pro brejo. Aí a coisa ficou preta! Once in Rome... Provérbios: como são úteis e infames. Para o vô, tinha sempre um que era "o mais certo do mundo", dependia, é claro, da situação e da conveniência de aplicá-lo. Para fechar, um da vó, só pra ficar quite com o velho: "mais vale cair nas graças que ficar engraçadinha". E viva a sabedoria popular!