Se vida de mulher branca sozinha rabuda já não é fácil de dia, que dirá de noite, quando fica tudo escuro… Tenho um pouco de medo. E por isso tenho um pouco de dificuldade para me adaptar. Sempre tive muito mania de ser dona do meu próprio nariz, de andar para todo lado sem me preocupar com isso, mas aqui tenho que derrubar essa pose. Se vim aqui para aprender, essa é a primeira lição: sou frágil e vulnerável.
Enquanto ainda não conheço muita gente (e a cidade não tem mesmo muito lugar para ir…), ainda me sinto um pouco presa, isolada, ilhada. Para terem ideia, ainda não avancei muito com o crioulo. E nunca demorei tanto tempo para me arriscar numa nova língua. Não me reconheço. Mas também, não dou papo para o primeiro que me chama na rua. Não sei em quem confiar. Só mesmo no meu marido imaginário…
12/11/2007
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